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Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres

Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres

Considerado o mais antigo monumento de Aljubarrota e o de maior relevo histórico. O primeiro templo que existiu neste local terá sido construído no século XIII, conservando-se, na atualidade, o magnífico portal românico.

Após a sua construção inicial, a igreja sofreu múltiplas alterações. No século XIV, uma importante família aqui instituiu capela e a sua última morada. As arcas tumulares de Martim Palença e da sua esposa são acessíveis a partir da igreja, através de um portal de arco quebrado. 

Em meados do século XVI, foi reconstruída a nave, a torre sineira e a capela batismal. Em 1596 surge uma nova capela privada tumular, em estilo maneirista, sendo de destacar o portal pilastrado e a cobertura em abóboida de caixotões. 

No século XVIII, em período barroco, foram cobstruídos dois corpos arquitetónicos adossados à cabeceira, posteriormente demolidos. No interior, foram adicionados novos retábulos do período joanino.

Este templo remete-nos para a Batalha de Aljubarrota. Diz a memória que D. Nuno Álvares Pereira aí rezou nas suas vésperas, apesar desta versão não se encontrar documentalmente comprovada.

Este templo, dos mais importantes dos Coutos, encerra inúmeras respostas históricas que trabalhos arqueológicos futuros poderão eventualmente revelar. A datação de ossários existentes e o seu enquadramento, bem como o estudo dos níveis mais antigos revelam-se fundamentais para a compreensão do território nos alvores da nacionalidade e nos tempos posteriores.